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RECIFE CULTURAL: INSTITUTO RICARDO BRENNAND

SOLAR DAS ARTES

Amante da estética e das manifestações artísticas por excelência, o empresário pernambucano Ricardo Brennand realizou seu sonho de menino ao transformar o antigo Engenho São João em um dos centros culturais mais respeitados no mundo inteiro, eleito pelo TripAdvisor como o ‘Melhor Museu da América Latina’ 

Por LUIZ FRANÇA
Inaugurado em 2002, o INSTITUTO RICARDO BRENNAND é um espaço cultural sem fins lucrativos, criado com a proposta de preservar o rico acervo artístico e histórico oriundo da coleção particular do industrial pernambucano Ricardo Coimbra de Almeida Brennand (1927-2020). Nas palavras do próprio Ricardo, “ o Instituto Ricardo Brennand é um complexo arquitetônico onde encontram-se guardados antigos sonhos do menino de ontem que conseguiu reunir este notável acervo de peças artísticas”. O complexo, que abrange a Galeria, Pinacoteca, Museu Castelo São João (Museu de Armas Brancas), Biblioteca, Auditório e o Jardim das Esculturas, ocupa uma área privilegiada em solo recifense. Está localizado nas terras do antigo Engenho São João, no bairro da Várzea, com quase 80 mil metros quadrados dentro de uma reserva de mata atlântica preservada. Atração turística em Recife, tanto para lazer quanto cultural, o instituto de gaba de ter sido apontado pelo portal de viagens TripAdvisor, em 2016, como o melhor museu da América Latina. Acompanhe alguns detalhes de suas instalações.    

ENCONTRO COM ‘O PENSADOR’, DE RODIN

A Galeria, inaugurada em 2011, é um atraente espaço destinado a receber mostras itinerantes, além de eventos sociais e corporativos. No período entre exposições, o espaço apresenta um panorama de artistas pernambucanos como Francisco Brennand, Tereza Costa Rêgo, José Cláudio, Ismael Caldas, Reynaldo Fonseca e Aloísio Magalhães, que fazem parte do acervo de pintura do instituto. O destaque local são ricas esculturas em mármore representando as quatro estações e uma réplica de “O Pensador”, obra máxima de Auguste Rodin, fundida em bronze patinado autenticada pela Casa Rodin de Paris com a marca 8/25.
A crítica especializada é unanime em afirmar que o Instituto Ricardo Brennand coloca Pernambuco no roteiro das grandes exposições nacionais e internacionais. A justificativa se deve ao fato de que dispõe de uma das mais modernas pinacotecas do Brasil, com equipamentos de alta tecnologia para preservação, com controle de umidade, temperatura, luminosidade e segurança. A Pinacoteca foi inaugurada em setembro de 2002 com a exposição Albert Eckhout Volta ao Brasil (1644 – 2002). No momento, apresenta as exposições Frans Post e o Brasil Holandês (sua inauguração teve a presença da então rainha da Holanda Beatrix); O Oitocentos Brasileiro, Coleção Janete Costa e Acácio Gil Borsoi e O Julgamento de Nicolas Fouquet.
Galeria, com painel dedicado ao empresário Ricardo Brennand; réplica d'O Pensador (Rodin) e esculturas de mármore

FRANS POST E O BRASIL HOLANDÊS

A didática exposição retrata a presença holandesa no Brasil Colônia e abriga a maior coleção do mundo das produções do artista holandês Frans Post, que esteve no Brasil no século XVII, reconhecido como o primeiro pintor das Américas e da paisagem brasileira. A exposição é dividida em três partes. A primeira mostra quatro tapeçarias criadas a partir de desenhos de Albert Eckhout; a segunda apresenta peças relativas a ocupação holandesa no Brasil e focaliza a figura de João Maurício de Nassau-Siegen, mostrando documentos, mapas, objetos, moedas e livros produzidos no século XVII; e a terceira e última parte é uma homenagem a Frans Post, pintor que acompanhou Nassau em sua estada no Brasil de 1637-1644 e que devotou toda sua vida como artista a pintar a paisagem brasileira.

OITOCENTOS BRASILEIRO

A exposição exibe a produção artística dos viajantes que chegaram ao Brasil após a abertura dos portos em 1808 e os artistas da tradicional Academia Imperial, desde o Neoclássico até o Impressionismo. É composta de óleos, estampas e desenhos de personalidades consagradas do cenário artístico nacional, como Antonio Parreiras, Benedito Calixto, Emill Bauch, Friedrich Hagedorn, Jean-Baptiste Debret, Moritz Rugendas, Telles Junior, dentre outros. Há raras e pitorescas paisagens de centros urbanos da época como Rio de Janeiro, Santos e Recife. Entre obras notáveis, O Mercado de Escravos de Valongo (Rio de Janeiro) de Jean Baptiste Debret e pinturas do artista lusitano Carlos Julião.  
Jardim das Esculturas e o Museu de Cera com a reprodução "O Julgamento de Nicolas Fouquet"

JULGAMENTO DE FOUQUET

A sala das esculturas de cera possui obras que foram produzidas na década de 1980 pelo artista francês Daniel Druet, em comemoração aos trezentos anos da morte de Nicolas Fouquet. Apresenta obras que retratam características das personalidades que viveram na sociedade francesa do século XVII, desde as vestimentas, joias e adereços, até nos aspectos físicos. A exposição conta sobre o julgamento de Nicolas Fouquet, que ocupou o cargo de Superintendente das Finanças do Reino, entre 1648 a 1661. Durante este período, Fouquet restabeleceu a credibilidade das finanças do Reino e, gozando de privilégios econômicos, multiplicou sua fortuna tornando-se um dos homens mais ricos da França, porém foi acusado da pratica dos crimes de peculato (desvio de dinheiro público, por abuso de cargo de confiança, por um funcionário público) e de lesa majestade (traição contra sua majestade).

REFERÊNCIAS MEDIEVAIS

O Museu das Armas Brancas foi criado por Ricardo Brennand para expor sua coleção de armas, armaduras e obras de arte das mais diferentes procedências e épocas, garimpadas ao longo de sua vida. Com mais de 3 mil peças, logo foi reconhecido como uma das mais importantes coleções particulares do mundo. Além de facas, espadas, adagas, canivetes, estiletes e armaduras, o visitante aprecia curiosas pinturas orientalistas e uma grande variedade de arte decorativa. Também no local encontramos preciosos exemplares de vitrais e mobiliários góticos que se misturam com esculturas clássicas, candelabros, tapetes e pinturas.
Destaque na coleção é o conjunto de Armaduras Maximiliana de Campo para cavalo e cavaleiro, datada por volta de 1515, a espada pistola alemã de 1590, as espadas que pertenceram ao Rei Faruk do Egito, o conjunto de fuzis pertencentes a Dom Pedro I e Dom Pedro II e as pinturas de Blaise-Alexandre Desgoffe e William Adolph Buguereau.
Sala dos Cavaleiros (Museu de Armas Brancas) e vista noturna da capela

ANJOS CELESTIAIS NA CAPELA GÓTICA

A capela reverência Nossa Senhora das Graças, com projeto gótico assinado por Augusto Reinaldo Alves Filho. Parte integrante do conjunto arquitetônico do Instituto Ricardo Brennand, foi um presente de Ricardo Brennand à sua esposa Graça Maria Monteiro Brennand, com quem teve oito filhos. O templo tem capacidade para acomodar até 300 pessoas sentadas. No altar principal está suspensa uma imagem em tamanho natural de Jesus Cristo, assinada por Elias Sultanum. A construção conta ainda com rosáceas de Sérgio Mantur; catorze anjos, de autoria de Ricardo Cavani Rosas; vitrais assinados por Suely Cisneiros Muniz e iluminação de Regina Coeli de Barros e Mohana Barros. As missas são realizadas na capela Nossa Senhora das Graças, sempre no primeiro e terceiro domingo de cada mês, das 12h às 13h.
INSTITUTO RICARDO BRENNAND
Alameda Antônio Brennand, s/nº - Várzea - Recife
Visitação: terça a domingo, das 13h às 17h
Informações tels.: +55 81 2121 0352 | 2121 0365

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