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ESPECIAL VL- VIAGEM `+ LUXO

Transitar pelas ruas estreitas e convidativas do centro histórico do Recife, ornadas por imponentes prédios que atestam um período áureo da cidade, é um deleite que deve ser aproveitado sem pressa. É sabido que tudo começa na festiva Praça Barão do Rio Branco, mais conhecida como Praça do Marco Zero, porque é a partir dali que se mede a distância por quilômetro das estradas de Pernambuco. Embora seja relegado à segundo plano, o barão não foi totalmente esquecido. No local uma estátua dele, medindo 2,80m de altura, em bronze, se ergue graças ao talento do escultor Feliz Charpeutier, criador da obra. Todos os anos, em tempos normais, Rio Branco abençoa as festas do Rei Momo, já que a praça funciona como uma espécie de QR das brincadeiras carnavalescas

Por LUIZ FRANÇA

PIT-STOP NO CAFÉ LIBERAL 1817

A melhor e mais prazerosa maneira de programar sua incursão por Recife Antigo, é se instalar em uma das mesas do CAFÉ LIBERAL 1817 (Av. Marques de Olinda, 174), para saborear um expresso tirado na hora enquanto lista os locais de visitação obrigatórios. A cafeteria ocupa o térreo de um prédio construído em 1905, totalmente recuperado graças à iniciativa do Grupo Excelsior, que transformou o edifício em um espaço corporativo e cultural, batizado de Excelsior Plaza Recife Antigo. O Café Liberal 1817 funciona diariamente, com capacidade para 32 pessoas sentadas – mas o movimento é animado mesmo com pessoas em pé. Intimista e aconchegante, vale a pena observar os detalhes internos do café, como o reluzente vitraux vermelho na parede, que chega a lembrar as festivas cafeteiras francesas, nos idos da Belle Époque.

A INSTIGANTE RUA DO BOM JESUS

De tempos em tempos, o mundo resolve mergulhar um pouco mais na cultura do nosso país, voltando à tona com pérolas que se tornam verdadeiros achados, motivo de orgulho para todo bom brasileiro que se preza.  Recentemente, mais preciso em novembro de 2019, a revista norte-americana Architectural Digest, considerada a Bíblia do design e da decoração de interiores, elegeu, em artigo assinado pelo jornalista Nick Mafi, a RUA DO BOM JESUS, no Bairro do Recife, a terceira mais bonita do mundo – à sua frente, primeiro e segundo lugares, respectivamente, as ruas de Setenil de Las Bodegas (sul da Espanha) e a Washington Street (New York).
Sem dúvida, a rua é cativante. Reza a lenda que na época da ocupação holandesa, então conhecida como Rua do Bode – Bokestraet –, Bom Jesus era a mais importante alameda do Bairro do Recife. A justificativa é que a via era usada por viajantes que iam ou vinham de Olinda. Suas bases foram iniciadas em 1636, quando o cristão novo de origem portuguesa, Duarte Saraiva, cujo nome judeu seria David Sênior Colonel, comprou o terreno onde a rua começou a ser construída. Tornou-se a rua preferida dos israelitas e passou a ser chamada de rua dos Judeus.
A ascensão dos judeus motivou a criação da SINAGOGA KAHAL ZUR ISRAEL, considerada a primeira sinagoga fundada nas Américas, durante o período de dominação holandesa (1630-1657). O material arqueológico da sinagoga, datado do século XVII, foi recentemente identificado pelo Iphan e pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Como comprovação da existência e funcionamento da congregação, foi identificada a construção de uma piscina com sete degraus - um mikvê - utilizada em rituais de banho de purificação. A fachada do prédio data do século XIX e, atualmente, abriga o Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco.

TEMPLO DO FREVO

Na Praça do Arsenal da Marinha está um dos locais turísticos mais visitados no Bairro do Recife. O imponente prédio, totalmente recuperado, abrigou até 1973 a Western Telegraphy Company, empresa pioneira na implantação do telégrafo no Brasil. Hoje funciona o PAÇO DO FREVO (www.pacodofrevo.org.br), um centro de referência de ações, projetos e atividades de documentação e valorização de uma das principais tradições culturais brasileira, reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO: o Frevo. Para manter vivo o ritmo que embalou a formação da identidade cultural recifense, o local promove apresentações musicais, oferecendo aos visitantes a possibilidade de experimentar o Carnaval recifense durante todo o ano. O Paço do Frevo faz parte do complexo turístico das cidades de Recife e Olinda e é tombado pelo IPHAN desde 1998.

DO ARTESANATO AO CATAMARÃ

Intervalo para uma refeição com o melhor da culinária brasileira? A pedida é o restaurante cultural SABOR DE PERNAMBUCO (Rua da Guia, 89). Sistema self-service ou pratos à la carte, a sugestão deste escrevinhador é degustar o saboroso Bobó de Camarão, ocupando uma das mesas instalações na própria rua. De volta à Praça do Marco Zero, onde tudo começa, vale a pena conhecer o CENTRO DE ARTESANATO DE PERNAMBUCO (Armazém 11). O espaço é considerado o maior do segmento no Brasil, apresentando trabalhos de vários artesãos do Estado. A unidade é dividida em sete setores (cerâmica, madeira, couro, entre outros) cujos produtos expostos são comercializados diretamente do artesão ao público consumidor.
Da Praça Marco Zero pode-se admirar o PARQUE DAS ESCULTURAS FRANCISCO BRENNAND. Idealizado pelo artista pernambucano Francisco Brennand, foi inaugurado em dezembro de 2000. O espaço integra o projeto “Eu vi o mundo… Ele Começava no Recife”, criado para comemorar os 500 anos do descobrimento do Brasil. Ao todo, existem no parque 90 obras (esculturas) criadas por Brennand, sendo a principal delas a Torre de Cristal, com 32 metros de altura e confeccionada em argila e bronze. Em 2014, todas as esculturas foram restauradas, assim como o parque, com recebimento de reforço na segurança do complexo.
Um passeio que vale a pena ser programado é zarpar a bordo do Catamarã Tours. Ele parte em direção a charmosa comunidade de pescadores Ilha de Deus, onde é possível realizar uma vivência de natureza, cultura e gastronomia, além de conhecer a história local visitar o mangue de pertinho, pescar sururu e camarão com os moradores locais e interagir com a vida típica da comunidade.

Fachada do Restaurante Sabor de Pernambuco e o delicioso Bobó de Camarão: recepção do Centro de Artesanato de Pernambuco, detalhe da Praça do Marco Zero e o totem Recife (ao fundo Parque das Esculturas Francisco Brennand)

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